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Notícia publicada no dia: 09/09/2016

Como se planejar em tempos difíceis

Recente pesquisa mostrou que de dois terços a três quartos das grandes organizações apresentam dificuldades ao implementar estratégias (Sull, Homkes & Sull, 2015). Uma das principais justificativas está relacionada à crise econômica. Entretanto, uma linha de pesquisa desenvolvida desde 1990 a partir dos estudos de Richard Rumelt, baseada na decomposição da variância do desempenho das firmas, mostra que os fatores internos são mais determinantes do que os externos no desempenho. Ou seja, o resultado está na mão do gestor.

A lista a seguir contempla algumas recomendações aos líderes ao planejar suas estratégias em termos de crise. É importante desenvolver uma boa estratégia. O cerne de um bom plano envolve três elementos: diagnóstico claro, diretriz norteadora e um conjunto de ações coerentes. Estratégia é fazer escolhas e elas envolvem renúncias. Quais mercados não atender? Quais segmentos não buscar e quais ações não fazer? Caso a sua estratégia não mostre com clareza os desafios a superar, qual a direção e quais as ações prioritárias, volte para a prancheta. Esteja preparado para altos e baixos com uma estrutura enxuta. Uma ferramenta útil na crise é a análise do ponto de equilíbrio. Normalmente, quando a expectativa é de expansão, empresas buscam transformar custos variáveis em fixos para elevar margens. Entretanto, quando a expectativa é de retração, a regra é a inversa: transformar custos fixos em variáveis. Busque oportunidades mesmo na crise. Enquanto uns choram, outros vendem lenços. Estudos apontam que empresas com posicionamento baseado em diferenciação se prejudicam na crise e aquelas baseadas em preço baixo se beneficiam. Avalie se há produtos ou serviços com esse perfil no seu portfólio e avalie a viabilidade de lançar algo assim, sem riscos de posicionamento. Monitore tudo, quanto mais rápida a reação maior o aproveitamento de oportunidades.

nancyassad@gmail.com

David Kallás, diretor Executivo de Estratégia da Anefac