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Notícia publicada no dia: 04/05/2016

Quer virar MEI e ser seu próprio chefe? Saiba como financiar o primeiro negócio

 

 

 

No Brasil, há 7 mil investidores anjo, que colocaram R$ 800 milhões de reais em 2015 em startupsiStock

No Brasil, há 7 mil investidores anjo, que colocaram R$ 800 milhões de reais em 2015 em startups

Com o aumento do nível de desemprego, o número de empreendedores cresce no País. Afinal, as pessoas buscam uma nova maneira de ganhar dinheiro ou mesmo enxergam a oportunidade de tornar-se um empresário pela demanda do mercado. Se você está pensando em abrir seu negócio, fique atento aos cuidados e nos caminhos que pode seguir a partir de agora. Atenção! Antes de buscar qualquer meio de financiar seu empreendimento, é essencial o planejamento ou “business plan”.

Depois da grande ideia, entra um assunto importante: investimento, dinheiro. Se você não possui capital para dar início ao seu projeto, há diversas fontes externas que podem te dar esse empurrãozinho. “As pessoas enxergam o financiamento como vilão, mas não necessariamente é algo ruim, pois se houver planejamento, não será um endividamento. É bom lembrar que o financiamento deve ser sempre menor do que o lucro planejado”, afirma Fabio Yamamoto, sócio responsável pelos setores de Auditoria e Controladoria da Tiex, empresa de assessoria financeira, gestão corporativa e planejamento.

Fabio também lembra que não existe uma “fórmula mágica”, assim o melhor caminho a seguir será previsto na hora do planejamento. É aconselhável também que você busque um contador que te oriente na abertura da empresa, baseado no limite de capital social – para o MEI (Microempreendedor Individual), R$ 60 mil/ano; para microempresas é de R$ 360 mil/ano). O profissional vai te ajudar a planejar todos os aspectos societários, além do abatimento de tributos e alíquotas a pagar nesse princípio.

Precisa de um empurrãozinho financeiro?

Crowdfunding

A ideia do crowdfunding (ou Investimento Coletivo) é a obtenção de capital pela agregação de múltiplas fontes de financiamento, geralmente de pessoas físicas que têm interesse na iniciativa. Hoje existem sites de crowdfunding que permitem a arrecadação para pequenos negócios e startups, normalmente com uma meta de montante a ser atingida (quando o objetivo não é alcançado, o projeto perde o financiamento e o dinheiro volta aos doadores). Fique de olho na qualidade da página que você utilizará para tanto, já que você terá de informar dados importantes.

Alguns dos mais conhecidos no País são:

https://www.catarse.me/pt/projects 

http://kickante.com.br/ 

https://benfeitoria.com/ 

Empréstimos com bancos

Uma das formas de mais conhecidas e tradicionais é o empréstimo bancário. Mas, atenção: segundo os especialistas consultados pelo iG, os bancos de fomento são melhores, apresentando juros mais baixos, porém podem ter exigências mais altas em relação a informações pré e pós-financiamento. Já os bancos privados dão opções diversas de capital de giro, porém os juros e a correção monetária variam muito de um para o outro, sendo necessária a pesquisa detalhada antes de buscar o empréstimo.

Se você está considerando pedir o financiamento em bancos, dê preferência à pessoa jurídica, que recebe melhores condições de crédito, e prepare a documentação da empresa. “No caso desse tipo de financiamento, penso ser melhor para empresas que já têm alguma base, que estão mais sólidas. Para o início, sugiro opções alternativas, com menos risco de endividamento”, aconselha Marcelo Domingues de Andrade, sócio do HGA Advogados, Mestre em Direitos Fundamentais e MBA em Gestão Estratégica.  

Dessa forma, também não se corre o risco de misturar os negócios e o patrimônio pessoal, erro bem recorrente entre os novos pequenos empreendedores, de acordo com o especialista Fabio Yamamoto.

Capitalistas de risco – Investidores anjo

Os chamados “Venture capitalists”, ou capitalistas de risco, são investidores que colocam não só recursos financeiros mas também servem como mentores para os novos empreendedores. Os chamados Investidores Anjos são um tipo de capitalistas de risco, geralmente pessoas físicas como ex-empresários, que querem apostar em novas ideias que possuam grandes possibilidades de retorno financeiro.

No Brasil, há 7 mil investidores anjo, que apostaram R$ 800 milhões de reais no ano passado em startups, especialmente aquelas ligadas ao setor de tecnologia. 

A grande vantagem dos investidores anjos é que garantem essa parceria entre novo empreendedor e profissionais experientes, que estão realmente interessadas em que o negócio dê certo. Mas, claro, é o idealizador quem vai tocar a empresa.

O investidor anjo não consiste em um sócio, possuindo ações minoritárias e, inclusive, pode ter um prazo para permanecer no empreendimento. Geralmente é um grupo que fica com uma parcela de 15% a 20%, em média. 

“O Investidor anjo garante um investimento sem tanta burocracia. O novo empreendedor deve saber vender sua ideia. Empresas como a nossa filtra aqueles negócios que têm chance maior de sucesso e levamos ao investidor anjo, facilitando ainda mais. Vejo que esse mercado está crescendo no Brasil, tornando-se uma diversificação de investimento”, afirma Renato Simon, sócio da Latin American Angels Society, empresa que viabiliza investimentos em startups no Brasil.

Subsídios do governo

Outra maneira de garantir investimento para seu pequeno empreendimento são os subsídios do governo. Há editais que aparecem periodicamente como o programa SESI SENAI de Inovação que oferece aporte de até R$ 400 mil para o desenvolvimento de projetos inovadores em empresas industriais e startups de base tecnológica durante todo o ano. 

Fique de olho no Coworking

Conseguiu abrir um MEI ou pequena empresa e quer economizar nesse começo de empreendimento? Uma boa ideia, bastante indicada pelos especialistas, são os coworking, espaços compartilhados que funcionam de flexível, em diversos modelos: você pode alugar desde uma cadeira em uma mesa grande e dividida com outras pessoas, ou uma mesa, ou uma sala particular – por dia, mês ou ano.

Tendência no mercado imobiliário mundial, o coworking segue a linha da economia compartilhada, sendo bastante procurado em países como os Estados Unidos. “Para garantir que você não está entrando numa fria, veja se o lugar combina com seu estilo e se oferece serviços básicos”, explica Paula Sarquis, da Cowoker On Offices.

Custando em média de R$ 1.000 por mês, além do espaço e os instrumentos necessários para o trabalho, o coworking oferece serviços como segurança, atendimento telefônico e virtual personalizado, endereço profissional, áreas de convivência compartilhadas como salas de reuniões, copa e banheiros.

“Em vez de você ter o homeoffice, trabalhar só em casa, ou em cafés, o coworking traz um ambiente mais profissional, valoriza a sua empresa diante possíveis clientes. Financeiramente, você paga só pelo espaço que precisa, quando precisa, além de todo o serviço agregado”, finaliza.