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Notícia publicada no dia: 17/03/2016

Veja 7 dados obrigatórios que mais são esquecidos ao declarar o IR

 

 

 

A Receita Federal não tem piedade com os contribuintes que esquecem de colocar alguma informação obrigatória na declaração do Imposto de Renda. Não apenas erros de digitação e dados incorretos levam à malha fina, mas também informações omitidas, seja de forma consciente ou por mero esquecimento.

 
IMPOSTO DE RENDA

Este ano, os contribuintes têm até 29 de abril para entregar o documento. Se o contribuinte entregar depois do prazo ou se não declarar, caso seja obrigado, poderá ter de pagar multa de 1% ao mês ou fração de atraso, sobre o total do imposto devido, ainda que integralmente pago, ou uma multa mínima de R$ 165,74.

Clique aqui para baixar o programa do IR 2016 pelo site do Techtudo.

Clique aqui para baixar o programa do IR 2016 pelo site da Receita Federal.

 


Os programas disponíveis nos links acima são apenas para uso em computadores. Os especialistas em Imposto de Renda Vicente Sevilha Junior, da Sevilha Contabilidade, e Richard Domingos, da Confirp, listam os dados mais comuns que o contribuinte costuma esquecer de colocar no programa da declaração:


rendimentos próprios (Foto: Arte/G1)

Segundo Domingos, da Confirp, geralmente o contribuinte se preocupa em lançar as despesas de determinado dependente e acaba esquecendo de relacionar seus próprios rendimentos.

“Muitos contribuintes prestam serviços para diversas empresas (pessoa juridica) e esquecem de pedir os informes de rendimentos de cada uma. Nesses casos a declaração acaba sendo retida em malha fina”, afirma.


rendimentos de dependentes (Foto: Arte/G1)

Quando incluímos dependentes na declaração, é preciso lembrar de incluir todos os rendimentos que eles auferiram em 2015, observa Sevilha.

Filhos que estão fazendo estágio ou iniciando a vida profissional, e já tenham rendimentos, se informados em sua declaração como dependentes, devem também ter seus rendimentos adicionados na declaração do pai ou mãe. Neste caso é recomendável fazer a simulação da declaração com e sem o dependente para saber se ainda vale a pena mente-lo como dependente.


mudança de emprego (Foto: Arte/G1)

Também é comum que a pessoa que mudou de emprego em 2015 esqueça de informar os rendimentos das duas empresas nas quais trabalhou, informando por descuido apenas os rendimentos do último emprego, lembra Sevilha. Quem deixar de informar este rendimento pode facilmente cair no pente fino da Receita.


valores bancários (Foto: Arte/G1)

Segundo Sevilha, o informe de rendimentos que os bancos enviam para todos seus correntistas mostra diversos valores que devem ser lançados em locais diferentes da declaração. Conta poupança e corrente, por exemplo, devem ser informadas separadamente.

“É comum que o declarante só transfira parte do conteúdo do informe, com menos informações do que deveria”, diz. Cada banco utiliza um modelo de informe diferente. Como não há padronização, o risco de o contribuinte esquecer algo é grande. “A dica é anotar no informe do banco todos os valores na medida em que eles forem transferidos para que não fique nenhum valor sem ser lançado”.


dívidas (Foto: Arte/G1)

É muito comum esquecer de informar o saldo devedor de um imóvel ou veículo que ainda está sendo pago. Imóveis financiados pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), ou um automóvel ou motocicleta dados como garantia (caso de hipoteca, consórcio, penhor ou alienação fiduciária) devem ser declarados com o valor já pago na ficha Bens e Direitos, e nunca em Dívidas e Ônus Reais, onde deve ser informado o saldo devedor – o que falta para pagar.


doações (Foto: Arte/G1)

Quando se faz uma doação de bens ou dinheiro a pessoas físicas, mesmo que não haja imposto a pagar, é preciso declarar essa informação à Receita.

“As doações são isentas de IR, porém pagam um imposto estadual chamado ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos)”, diz Sevilha. O especialista diz que é comum esquecer de lançar a doação, ou informá-la sem ter pago o ITCMD. Os Fiscos dos Estados recebem a informação das doações pela Receita Federal e cobram o imposto dos declarantes.


ganho de capital (Foto: Arte/G1)

Quem vendeu um imóvel ou outro bem de valor por um preço maior do que comprou teve ganho de capital. É preciso pagar imposto sobre esse lucro e informar na declaração.

“Após a venda do bem, é comum as pessoas simplesmente retirarem o bem da declaração, sem preencher o anexo de ganho de capital”, afirma Sevilha. O imposto devido deve ser recolhido no último dia do mês seguinte ao da venda do bem.