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Notícia publicada no dia: 02/07/2015

Balança comercial encerra o semestre com superávit de US$ 2,2 bi

 

 

 

As exportações superaram as importações no acumulado do primeiro semestre deste ano, resultando em superávit da balança comercial de US$ 2,222 bilhões, informou nesta quarta-feira (1) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). No mesmo período do ano passado, o saldo havia sido negativo, de US$ 2,51 bilhões.

De janeiro a junho, as exportações alcançaram US$ 94,32 bilhões, uma redução de 14,7% em relação ao primeiro semestre de 2014. Já as importações totalizaram US$ 92,10, o que representa queda de 18,5%. Trata-se do melhor resultado da balança comercial para o período desde 2012, conforme o MDIC.

Para os próximos meses, a expectativa do governo é otimista. “Esperamos um segundo semestre com médias diárias de exportação melhores, puxadas, principalmente, pela acomodação dos preços e abertura de novos mercados para carne bovina [China e Estados Unidos], além da redução do déficit da conta petróleo. Tudo isso deve contribuir para a melhora da balança nos próximos meses”, afirmou o diretor de Estatística e Apoio à Exportação do MDIC, Herlon Brandão.

Resultado da balança comercial em primeiros semestres (Foto: Reprodução/Ministério do Desenvolvimento)Resultado da balança comercial em primeiros semestres (Foto: Reprodução/Ministério do Desenvolvimento)

Junho
De acordo com os números divulgados pelo MDIC, em junho a balança comercial fechou o mês com superávit de US$ 4,52 bilhões – o melhor resultado para o período desde 2009. O valor é 92,9% superior ao registrado no mesmo mês em 2014. As exportações alcançaram US$ 19,62 bilhões (-8,7% em relação a junho de 2014), e as importações, US$ 15,10 bilhões (-20,6% na comparação com junho de 2014).

Exportações
Conforme o MDIC, a exportação de produtos básicos teve redução de 16,4%, e a de semimanufaturados, de 8,4%. Já a venda de manufaturados cresceu 4,1%. No grupo dos produtos básicos se destacaram minério de ferro (-49,8%), farelo de soja (-35,7%), carne suína (-33%) e café em grão (-25%). No caso do petróleo em bruto, a baixa foi de 2,9%. 

Importações
Em junho, registraram queda as importações de combustíveis e lubrificantes (-42,6%), bens de capital (-21,5%), matérias-primas e intermediários (-13,7%), bens de consumo (-13,7%). No grupo dos combustíveis e lubrificantes, a redução se deve principalmente à diminuição dos preços do petróleo, naftas, óleos combustíveis, gasolina, gás natural e carvão.

Resultado de 2014
Em 2014, a balança comercial brasileira teve déficit (importações maiores do que vendas externas) de US$ 3,93 bilhões, o pior resultado para um ano fechado desde 1998, quando houve saldo negativo de US$ 6,62 bilhões. Também foi o primeiro déficit comercial desde o ano 2000, quando as compras do exterior ficaram US$ 731 milhões acima das exportações.

De acordo com o governo, a piora do resultado comercial no ano passado aconteceu, principalmente, por conta da queda no preço das "commodities" (produtos básicos com cotação internacional, como minério de ferro, petróleo e alimentos, por exemplo); pela crise econômica na Argentina – país que é um dos principais compradores de produtos brasileiros – e pelos gastos do Brasil com importação de combustíveis.

Estimativas para 2015
A expectativa do mercado financeiro para este ano, segundo pesquisa realizada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras e divulgada no início da semana, é de melhora do saldo comercial. A previsão dos analistas dos bancos é de um superávit de US$ 4 bilhões nas transações comerciais do país com o exterior.

No dia 18 de junho, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, declarou que os resultados parciais da balança comercial brasileira indicavam que o saldo do ano de 2015 fechado pode ficar superavitário (exportações menos importações) em um valor entre US$ 5 bilhões e US$ 8 bilhões.

Foi a primeira vez que o governo citou uma previsão para o superávit comercial deste ano. Até então, os integrantes do Ministério do Desenvolvimento, responsáveis pela divulgação dos resultados comerciais brasileiros, se limitavam a informar que projetavam um saldo positivo, mas sem falar em números.