Notícias

Voltar

 

Notícia publicada no dia: 26/03/2015

Custo da construção cai em março, diz FGV

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou variação de 0,36% em março, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,5%, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 0,41%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,77%. O índice correspondente a materiais e equipamentos registrou variação de 0,41%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,65%. Três dos quatro subgrupos apresentaram decréscimo nas taxas de variação, com destaque para materiais para acabamento, cuja taxa passou de 1,24% para 0,68%.

Já o índice referente à mão de obra registrou variação de 0,31%. No mês anterior, a variação registrada foi de 0,26%. A aceleração ocorreu pelo reajuste salarial em Salvador.

A parcela relativa a serviços passou de uma taxa de 1,24%, em fevereiro, para 0,44%, em março. Houve desaceleração do subgrupo vale-transporte, cuja variação passou de 4,83% para 1,01%.

Quatro capitais apresentaram desaceleração em suas taxas de variação: Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Já em Salvador, Brasília e Recife houve aceleração.

Confiança
O Índice de Confiança da Construção (ICST) recuou 8% entre fevereiro e março, atingindo 76,3 pontos, o menor nível da série iniciada em julho de 2010. A queda, além de ser a quarta consecutiva, foi a mais expressiva da série, retratando um empresariado crescentemente insatisfeito e pessimista em relação aos rumos de curto prazo do setor, de acordo com  a FGV.

“Os sucessivos recordes negativos registrados pela sondagem mostram que o nível de atividade do setor está caindo rapidamente. O elemento inesperado está vindo do segmento de infraestrutura, porque, neste caso, as dificuldades não estão relacionadas ao término de obras, como no segmento imobiliário, mas a obras que estão sendo paralisadas independentemente do estágio, o que tende a gerar um impacto ainda mais forte. E a percepção dos empresários é de que este quadro tende a se agravar nos próximos meses”, diz Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE. 

A queda do ICST em março decorreu principalmente da piora das expectativas de curto prazo: o Índice de Expectativas (IE-CST) variou -7,3%, a maior queda histórica, após recuar 4,7% no mês anterior. Já o Índice da Situação Atual (ISA-CST), caiu 8,9% no mês, ante -9,9% em fevereiro. Ambos os índices chegaram aos menores níveis da série, confirmando a continuidade do quadro de desaceleração do setor no início de ano, diz a FGV.

A piora das expectativas atingiu os dois quesitos que integram o IE-CST: o indicador que mede o grau de otimismo em relação à situação dos negócios nos seis meses seguintes recuou 9%, a maior variação negativa da série, ao passar de 98,5 pontos, em fevereiro, para 89,6 pontos, em março. O quesito que mede as expectativas em relação à evolução da demanda nos três meses seguintes passou de 88,4 pontos para 83,8 pontos no mesmo período, uma queda de 5,2%.

O recuo do ISA-CST no mês foi influenciado principalmente pelo indicador de evolução recente da atividade, que declinou 11,4% em relação a fevereiro, atingindo 61,4 pontos. O indicador que mede o grau de satisfação com situação atual dos negócios recuou, 6,5%, ao passar de 75,1 para 70,2 pontos entre fevereiro e março.