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Notícia publicada no dia: 17/03/2015

Governo pode ter força-tarefa para antecipar operação de eólicas

Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Piauí, cuja construção foi contratada em leilões feitos pelo governo federal. Eles deveriam entrar em operação entre setembro e dezembro de 2015 mas, segundo Elbia, estão com as obras adiantadas e podem começar a gerar energia entre junho e novembro.

Documentos
Para que essa antecipação ocorra, porém, é preciso que sejam adiantados também documentos e autorizações de órgãos como o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e do próprio Ministério de Minas e Energia.

“Teríamos que fazer uma força-tarefa de papelada, de autorizações, para colocar os parques eólicos operando”, disse Elbia. De acordo com ela, o governo se mostrou disposto a fazer isso para poder contar com essa energia antes do previsto.

Por meio de sua assessoria, o Ministério de Minas e Energia informou que “está envidando todos os esforços para viabilizar a antecipação dessa geração” pelas eólicas. Informou ainda que considera importante agregar essa energia ao sistema nacional.

“Estamos usando as térmicas no limite, mas elas são poluentes e caras. Não faz sentido desprezar isso [a energia das eólicas]”, completou a presidente da Abeeólica.

Térmicas, ou termelétricas, são usinas que geram energia por meio da queima de combustíveis como óleo e gás. Desde o final de 2012, por conta da falta de chuvas e queda acentuada no nível dos reservatórios de nossas principais hidrelétricas, o país vem mantendo essas geradoras acionadas, o que vem provocando o encarecimento das contas de luz.
O uso da energia das termelétricas, assim como dos parques eólicos, ajuda a poupar água dos reservatórios das hidrelétricas.

Lucro
Apesar de a energia eólica também ser mais barata que a das termelétricas, os operadores desses parques lucram com a entrada em operação antes do previsto. Isso porque pelo menos parte dessa energia adicional poderá ser vendida por um preço mais alto que o contratado no leilão.

De acordo com a Abeeólica, o Brasil conta atualmente com um parque eólico que soma 6,4 GW de capacidade instalada. Até o final de 2015, a previsão é que outros 3,6 GW entrem em operação e, desses, 1 GW pode ser antecipado.