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Notícia publicada no dia: 16/02/2015

Caderneta de poupança deve perder para inflação em boa parte de 2015

O investidor que deixou suas economias na poupança perdeu para a inflação em janeiro. A previsão é que isso se repita em boa parte do ano.

A poupança só deve voltar a ficar atraente quando a inflação recuar e os juros das demais aplicações caírem, cenário fora do radar em 2015.

  Editoria de Arte/Folhapress  

Em janeiro, a caderneta de poupança rendeu 0,59% –bem abaixo do IPCA (índice oficial de inflação) de 1,24%, a maior taxa desde fevereiro de 2003. Nos últimos 12 meses, a poupança perdeu menos: subiu 7,05%, ainda abaixo da inflação de 7,14%.

A previsão para 2015 é que a caderneta renda 7,44%. Já a projeção do mercado para o IPCA está hoje em 7,15%, mas tem subido semanalmente –no fim de 2014, a estimativa era 6,53%.

Em 2014, a poupança já dava sinais de fraqueza, com ganho de 0,63 ponto percentual acima da inflação, o quarto menor desde o Plano Real.

"O cliente precisa entender o quanto ele pode ganhar em uma aplicação com a mesma segurança da poupança, mas com rentabilidade maior", afirma Einar Rivero, gerente da consultoria Economática.

Foi o caso do advogado André Leão, que decidiu variar seus investimentos e aproveitar a Selic (taxa básica de juros) de 12,25% de olho na compra de um apartamento.

"Tenho cerca de R$ 60 mil e decidi aplicar em fundos com risco moderado porque a poupança rende pouco."

Entre os investimentos escolhidos, estão fundos multimercado, que misturam renda fixa e ações. Leão também investiu em aplicações que remuneram pelo CDI.

Com a perspectiva de crescimento fraco, o investidor pode se refugiar na renda fixa. O menor risco de errar é com papéis e fundos pós-fixados, com retorno atrelado à Selic. Uma opção são as LFTs (Letras Financeiras do Tesouro), vendidas no site do Tesouro Direto. Outras alternativas parecidas são os fundos DI, que investem em LFT ou em títulos pós-fixados de empresas.

Também existem os títulos prefixados, com uma taxa estabelecida, como as LTNs (Letras do Tesouro Nacional), e os fundo de renda fixa, que investem nesses papéis.

Eles pagam um pouco mais do que os pós-fixados para compensar o risco de flutuação das taxas, especialmente de um aumento de juros. Quando isso ocorre, no entanto, eles têm perdas.

No grupo dos pós-fixados, estão CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) e letras de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA) –isentas de Imposto de Renda.

"Não vejo um ano difícil para investimento em renda fixa. A rentabilidade é melhor do que em 2012", afirma João Beck, gerente da TOV Corretora.