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Notícia publicada no dia: 16/12/2014

Inflação deve atingir 'pico' no 1º trimestre de 2015, avalia BC

 

 

 

A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), tende a continuar elevada, atingindo o "pico" no primeiro trimestre de 2015, segundo avaliou o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal nesta terça-feira (16).

Ele avaliou, porém, que o IPCA começará a convergir em direção à meta central de inflação de 4,5% a partir do segundo trimestre do ano que vem e que esse processo se estenderá até o final de 2016.

"A inflação, em 12 meses, tende a permanecer elevada. O cenário mais provável indica 'pico' no primeiro trimestre de 2015", declarou Tombini aos senadores, acrescentando que o "horizonte de convergência [para a meta central de 4,5%] se estende até 2016".

Patamar atual da inflação
Em doze meses até novembro deste ano, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação somou somou 6,56% – acima portanto, da meta central de inflação de 4,5% e, também, do teto do sistema brasileiro (de 6,5%).

A meta de inflação, e suas bandas de tolerância, fixadas pelo Conselho Monetário Nacional, entretanto, vale somente para anos fechados. A expectativa do mercado financeiro é de que o IPCA de 2014 some 6,38% e, de 2015, 6,50% - no limite do sistema de metas.

 

Segundo o presidente do Banco Central, após a inflação retornar para um patamar próximo da meta central em 2016, os ganhos esperados poderão "estender-se por vários anos, podendo ter caráter de permanência".

Sem complacência com a inflação
"O Banco Central não será complacente com a inflação e fará o que for necessário para um cenário mais benigno em 2015 e 2016", acrescentou o presidente do Banco Central, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal.

O BC subiu os juros em outubro e novembro deste ano, quando a taxa básica da economia atingiu 11,75% ao ano, e o mercado financeiro estima, até o momento, mais três elevações de 0,25 ponto percentual, para 12,50% ao ano, até abril de 2015.

Programa de intervenção no câmbio
Em um dia de  alta da taxa de câmbio, com o dólar tendo rompido a barreira dos R$ 2,74, o presidente do Banco Central sinalizou que o programa de "swaps cambiais" - instrumentos que funcionam como venda de dólares no mercado futuro (derivativos), o que também impede uma pressão maior no mercado à vista da moeda norte-americana - poderá ser mantido em 2015.

Ele não deu, porém, mais detalhes. Não informou, por exemplo, se os leilões de "swaps cambiais" continuarão a ser diários. "Os 'swaps' têm atingido plenamente seus objetivos, de amortecer variações no câmbio e fornecer proteção [hedge] aos agentes (...) Nos próximos dias, o BC definirá parâmentros dos programa leilões de swaps que passará a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2015", afirmou Tombini.

O presidente do BC lembrou que volume de atual de contratos de "swap" em mercado, que equivalem a cerca de US$ 100 bilhões, são menos de 30% das reservas interncionais, acima de US$ 370 bilhões.

"Essa situação não enseja qualquer necessidade no curto e médio prazo de reversão destas posições. O estoque já atende de forma significativa pela demanda e vem sendo administrado em operações que são renovadas. [As operações] devem continuar a ser renovadas no futuro, observadas condições de demanda", repetiu ele.